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Data: 28 e 30 de Janeiro; 18 e 21 de Fevereiro
Hora: 14H00 - 18H00
Entidade Organizadora: Funchal 500 Anos, Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira (ARCHAIS), Secretaria Regional de Educação e Cultura - Direcção Regional de Educação
Idioma: Português
Acção de formação (visitas pedestres) pelos Núcleos Históricos da Cidade do Funchal. Esta acção está validada pela Secretaria Regional de Educação, para efeitos de progressão na carreira, como consta no ofício da DRE nº. 1860, de 11 de Dezembro de 2007, e nos termos do despacho n.º 106/2005, de 21 de Setembro.
Roteiros a Efectuar:
1º - Núcleo Histórico da Sé;
2º - Núcleo Histórico de Santa Maria Maior;
3º - Núcleo Histórico de S. Pedro
4º - Núcleo Histórico do Monte.
Formadora: Dra. Isabel Gouveia – Presidente da ARCHAIS
Destinatários: Docentes do 1º Ciclo e dos Grupos: 200 e 400
Total de Horas: 16H
Critério de Selecção: Pela ordem de recepção das fichas de inscrição (via fax n.º: 291 229576)
Objectivos:
- Conhecer o Património artístico e cultural do Funchal, como um valor de afirmação da
identidade nacional e encarar a sua preservação como um dever cívico;
- Promover a salvaguarda e valorização da nossa herança cultural.
- Desenvolver a capacidade de observação e o sentido crítico em relação ao meio
envolvente.
Conteúdos:
- Conceptualização: Património; Estilo Arquitectónicos;
- Enquadramento histórico - cultural;
- Espaço de debate e observação.
Contextualização
Conhecer aprofundadamente os Núcleos Históricos do Funchal, é seguramente uma forma de homenagear e promover culturalmente uma cidade que se orgulha de ter sido a primeira edificada fora do continente europeu.
Aqui teve início o pioneirismo da diáspora europeia que deu novos mundos ao mundo, na gloriosa epopeia quatrocentista.
Local de fixação das primeiras populações que construíram as primeiras casas, fizeram as primeiras plantações, tiveram as suas vivências e ao longo dos séculos, foram deixando vestígios da sua presença.
Com estes fragmentos do passado se tem feito a nossa história, e por entre ruas, ruelas e calçadas, encerramos algo especial que atrai gentes das mais variadas paragens.
Uma cidade com 500 anos de história apresenta na sua malha urbana parcelas de património com estilos arquitectónicos variados, fruto das influências, que aliás, como o resto do país, esta urbe foi sofrendo. Deste modo, a maior parte dos monumentos apresentam características de vários estilos, nomeadamente, gótico, manuelino, maneirista, tardo – maneirista, barroco, rococó e modernista.
Desvendemos, então um pouco mais destes Núcleos:
Breve notícia histórica do Núcleo Histórico de Santa Maria Maior
A paróquia de Santa Maria, até ao ano de 1508, teve sede na igreja de Nossa Senhora do Calhau. Quando foi construída a Sé Catedral para aí foi transferida a paróquia.
A freguesia de Santa Maria Maior, em 1557, foi dividida em duas: a freguesia da Sé e a
freguesia de Santa Maria Maior, ficando as sedes respectivas na Sé Catedral e na Igreja de Nossa Senhora do Calhau.
O aluvião de 1803 destruiu grande parte da igreja de Nossa Senhora do Calhau, e, então, a sede da freguesia passou para a igreja de São Tiago, padroeiro da cidade. Esta igreja ficou também conhecida por Igreja do Socorro que já degradada, foi demolida em 1835. Então iniciou-se a construção da actual igreja de Santa Maria Maior ou Igreja do Socorro.
A zona baixa da freguesia coincide com o “Núcleo Histórico” ou “Zona Velha” da cidade e á área da freguesia actual estende-se até aos limites da Choupana e das Carreiras, zonas ainda predominantemente rurais.
Percurso a realizar:
Iniciamos o percurso no cemitério israelita, na Rua do Lazareto, descemos para a Igreja Matriz de Santa Maria Maior ou Igreja do Socorro e continuamos a descer para a Fortaleza de Santiago. Tendo sempre em vista alguns pormenores arquitectónicos, chegamos ao Largo do Corpo Santo, para observar a Capela que lhe dá o nome.
Continuamos o percurso pela Rua de Santa Maria e no nº 88 encontramos um Passo Processional, datado de 1733, e um pouco mais à frente, a capela da Boa Viagem; já no final da rua, no Largo do Poço, deparamo-nos com o chafariz. Para terminar o nosso percurso, subimos em direcção ao Mercado dos Lavradores, ex – libris da cidade modernista.
Breve memória histórica do Núcleo Histórico da Sé
Criada em 1438 e estabelecida na igreja de Nossa Sr.ª do Calhau, foi através do alvará régio de 18 de Novembro de 1557, que foi feita a divisão em duas paróquias, ficando a da Sé com sede na Sé Catedral. Posteriormente, esta freguesia foi desmembrada para dar origem a outras freguesias do concelho do Funchal, perdendo assim espaço territorial, mas ganhando, em contrapartida, maior preponderância sócio – económica.
O facto de nesta freguesia ficar localizada a Sé catedral, símbolo da centralidade religiosa e expoente máximo do estilo manuelino na região, fez convergir para aqui as principais instituições da administração religiosa, régia, central e local.
O centro nevrálgico deste Núcleo Histórico que ocupa toda a zona em redor da Catedral, era no século XV, denominado de campo do Duque e foi a primeira zona onde se cultivou cana -de açúcar. E foi precisamente neste local que, D. Manuel, Duque de Viseu e Grão – Mestre da Ordem de Cristo, doou terrenos para que ali fossem edificados “ huma igreja e praça e adro e casas para o concelho”, isto no ano de 1458.
Nos nossos dias, a freguesia da Sé compreende os seguintes limites: rua de João de Deus, Bom Jesus, Câmara Pestana, Carreira, Calçada da Cabouqueira, rua dos Ilhéus, Ribeiro Seco, Ribeira João Gomes; fazem ainda parte as Ilhas Selvagens (Selvagem Grande, Selvagem Pequena e Ilhéu de Fora).
Percurso a realizar:
O nosso percurso pedestre pelo Núcleo Histórico da Sé, inicia-se no espaço urbano mais antigo da cidade onde encontramos o Largo do Pelourinho, o Passo Processional (um interessante exemplar de arquitectura religiosa maneirista, em cantaria vermelha regional) e a rua Direita, muito diferente da primitiva rua tardo – medieval.
Deixamos para trás a zona mais antiga deste núcleo e atravessando a Rua Fernão de Ornelas (parte modernista da cidade) dirigimo-nos para a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, erguida no Largo do Phelps, entre as ruas do Carmo e da Conceição. Visitada a Igreja do Carmo subimos à nossa esquerda, em direcção ao Palácio dos Cônsules.
Já fica para trás a Rua da Conceição e virando à esquerda pela rua da Figueira Preta atingimos a rua 31 de Janeiro, em direcção ao edifício da Câmara Municipal do Funchal.
Situado mesmo defronte do edifício da Câmara Municipal do Funchal, podemos deliciar-nos com um belo espaço citadino, a famosa Praça do Município, onde se destaca um grande chafariz em cantaria rija. Passando por alguns interessantes registos patrimoniais chegamos ao largo da Sé, coração do centro histórico do Funchal, antigo Campo do Duque, podendo ver o seu ex-libris a Sé Catedral, templo principal do Arquipélago.
Após a visita ao centro do poder religioso, dirigimo-nos para o símbolo do poder político - o edifício da Assembleia Legislativa Regional, que até 1962, funcionou como a Alfândega do Funchal.
Afim de completar a tríade poder religioso, político e militar, pela Avenida das Comunidades Madeirenses, chegamos ao Palácio de S. Lourenço.
Subindo a Avenida Zarco, deparamo-nos com a belíssima estátua de João Gonçalves Zarco, monumento erguido em homenagem à figura e obra do navegador português, que é da autoria do escultor madeirense Francisco Franco.
A partir daqui, temos uma interessante perspectiva da antiga Misericórdia do Funchal, actual Palácio do Governo, como é hoje conhecido.
Aqui temos ainda o edifício do Banco de Portugal com a sua imponente fachada com colunas em cantaria.
E para terminar este percurso pedonal, nada melhor que fazê-lo junto de uma interessante parcela deste Núcleo Histórico, local carregado de tradição e de cultura – o Teatro Baltazar Dias.
Breve memória histórica do Núcleo Histórico de São Pedro
Na passagem do século XV par o século XVI, o grande desenvolvimento económico da Ilha e o consequente aumento da população impuseram a ocupação de outros espaços e conduziram à criação de novas freguesias circundantes às da Sé e de Santa Maria do Calhau.
O bispo D. Frei Jorge de Lemos cria, em 1566, a nova freguesia de São Pedro com sede na ermida de São Pedro e São Paulo, mandada construir no tempo do 1º capitão - donatário do Funchal, João Gonçalves Zarco. Aliás, esta zona ganhara prestígio social já no século XV quando as mais importantes famílias funchalenses ali começaram a construir as suas residências, distanciando-se da restante população de artífices e pescadores, circunscrita a Santa Maria do Calhau.
Em 1579, outro bispo, D. Jerónimo Barreto, extingue a paróquia de São Pedro a pretexto da sua criação ter interferido no espaço definido como pertencente à Sé. Os terrenos urbanos foram, então, novamente incorporados na Sé e os rurais deram origem às duas novas freguesias de São Roque e São Martinho.
Percurso a realizar:
O nosso percurso pedestre pelo Núcleo Histórico de São Pedro, inicia-se no espaço no Largo do Município, junto á Igreja de São João Evangelista, mais conhecida por Igreja do Colégio, interessante monumento urbano de arquitectura religiosa maneirista, do século XVII, composto pela igreja e pelo colégio.
Subamos então a Rua dos Ferreiros, e logo no início, à nossa esquerda chama-nos a atenção a porta do Pátio dos Estudantes, continuando a subir a rua podemos observar alguns pormenores arquitectónicos de várias épocas, com destaque para a Casa Tomaszewsky, uma casa nobre madeirense do séculos XVII.
Em seguida, detemos o nosso olhar no edifício da Livraria Esperança, um palacete urbano barroco de planta rectangular, com fachada de três pisos e torre avista – navios.
Ao atingirmos o final da rua, chegamos ao Largo da Cruz Vermelha, onde olhando para a nossa direita, podemos observar o fontanário do Torreão e à nossa esquerda a Casa dos Perestrellos e dos Franças. Este edifício, actualmente sede da Delegação da Cruz Vermelha, foi construído no século XVII com fins residenciais. É um palácio urbano com estrutura barroca muito remodelada exteriormente.
Em seguida, dirigimo-nos para a Travessa das Capuchinhas onde iremos encontrar encrostada na rocha a Capela das Almas Pobres. Edifício de arquitectura religiosa tardo - barroca e planta longitudinal simples, apresenta portal em cantaria vermelha e por cima do portal pode-se observar um óculo circular, com moldura pintada de azul e registo de azulejos representando Alminha.
Chegados à Calçada de Santa Clara, avançámos mais um pouco até à Fortaleza do Pico, um forte construído no século XVI, em pleno domínio filipino, para defesa da cidade. Beneficia de uma excelente posição estratégica, sendo um edifício de gramática militar maneirista com uma grande massa volumétrica cuja planta é em estrela com 4 baluartes pentagonais.
Descemos então para a Quinta das Cruzes, uma estrutura urbana composta pela antiga casa de residência dos morgados das Cruzes, a capela de Nossa Senhora da Piedade e Jardins. Foi transformado em museu não especializado a partir de 1953, cujo ponto de partida foi a colecção particular de César Gomes.
A história associa este local ao nome de João Gonçalves Zarco que o teria escolhido para a sua 2º residência, embora da primitiva casa nada reste, destruída pelo terramoto se 1748.
Após uma breve passagem pelo Largo das Cruzes, vamos encontrar o Convento de Santa Clara. A sua fundação data de 1476, da iniciativa do 1º capitão – donatário do Funchal, João Gonçalves da Câmara para o recolhimento das suas filhas e de outras pessoas que optassem pela vida monástica.
O convento nasceu em torno da Capela de Nossa Senhora da Conceição, posteriormente ampliada e utilizada como panteão dos capitães do Funchal.
Continuando a descer deparamo-nos à nossa direita com um edifício de arquitectura civil residencial romântica com um grande impacto urbanístico e ambiental no centro histórico.
É uma casa solarenga de planta irregular, composta por vários corpos articulados, apresenta fachadas rebocadas e pintadas a rosa forte, com beirais. Nos anos quarenta, foi alugada por Frederico de Freitas que ali viveu até à sua morte, em 1978. Foi adquirida pelo Governo Regional para instalação da Casa – Museu, inaugurada em 1988.
Eis - nos chegados ao termo da Calçada e à esquerda vamos encontrar a Igreja de São Pedro, templo maneirista de planta longitudinal, com uma única nave, apresenta portal de arco pleno, e torre sineira quadrada encimada por coruchéu e pináculo com revestimento em azulejos e cata-vento de ferro, representando um galo. O portal é ladeado por colunas e encimado por 3 janelões, sendo o do meio o mais decorado.
Passando a confeitaria Felisberta, a mais antiga confeitaria do Funchal, fundada em 1837, atingimos o Palácio de São Pedro, originariamente pertença dos condes de Carvalhal, é uma edificação do século XVIII que ficou célebre pelas festas e “soirées” promovidas pelo 1º conde de Carvalhal.
Ao longo do século XIX, desempenhou uma multiplicidade de funções: Hotel Sheffield, Colégio de São Jorge e Clube Internacional.
Terminamos este percurso no Jardim Municipal, excelente exemplo de património natural.
Breve memória histórica do Núcleo Histórico do Monte
A origem desta paróquia vem da fazenda povoada que ali tinha Adão Gonçalves Ferreira, filho de Gonçalo Aires Ferreira, o mais distinto companheiro de Zarco na descoberta do Arquipélago. Adão Ferreira em 1470 mandou erguer uma modesta ermida, Nossa Senhora da Encarnação. A capela sofreu várias remodelações ao longo dos tempos e devido ás condições orográficas do local ou pela milagrosa aparição da Santíssima Virgem, logo passou a ser chamada nossa Senhora do Monte, primeiramente à capela, depois ao sítio e por fim a toda a freguesia.
A capela teve o seu capelão privativo em 1565 e ali se instalou a sede da paróquia.
Esta freguesia é distinta das demais, sendo considerada a “Sintra Madeirense” não somente pela sua vegetação, surpreendentes panoramas, pitorescos lugares, mas também pela frescura e pureza do local bem como da água.
Percurso a realizar:
Iniciamos o nosso percurso pelo Largo da Fonte, ponto fulcral do desenvolvimento da freguesia, onde podemos contemplar um interessante exemplar de um fontanário a fonte da Virgem sombreada por frondosos plátanos centenários, os últimos vestígios da antiga estação de Caminho – de – ferro (o edifício da antiga estação, o quiosque e a ponte), o Café Parque - Star of Monte que em tempos foi um chalé de habitação de finais do séc. XIX.
O Património natural está presente no Parque Leite Monteiro que se estende por uma área de 26000m2. Consta que os primeiros trabalhos para a sua construção decorreram entre 1894 e 1899. Mais de um século após a sua criação estes jardins mantêm a ambiência romântica do período em que nasceram mantendo ainda os pequenos canteiros de formas geométricas.
Seguindo em direcção à igreja, encontramos a casa do Romeiro, esta casa encontra-se anexada à Igreja Paroquial e a sua existência já remonta ao séc. XVI, desde então até ao séc. XVIII funcionava para dar resposta às necessidades de culto, pertencendo a várias confrarias religiosas. Este mesmo edifício durante o séc. XIX servia de residência temporária aos peregrinos das festas do 15 de Agosto. Actualmente, no seu interior encontra-se uma exposição fotográfica familiar e social do ilustre Imperador D. Carlos I de Áustria.
Este Imperador nasceu a 17 de Agosto de 1887 sendo arquiduque e sobrinho do Imperador Francisco José. Durante a I Guerra Mundial D. Carlos I sai do País e exila-se com a Família na Suiça, após o fim da Primeira Guerra Mundial em 1921 volta à Hungria. Devido ao mal-estar que se vivia na altura torna a deixar o país e a 19 de Novembro de 1921 chega à Ilha da Madeira. Aqui morre a 1 de Abril de 1922 e é sepultado na Igreja de Nossa Senhora do Monte na Capela do Imaculado Coração de Maria.
No adro desta mesma igreja vamos encontrar a escultura do Imperador.
O referido monumento religioso, é um edifício de características arquitectónicas típicas da região, de fins do séc. XVIII. Apresenta elementos arquitectónicos barrocos, como a planta longitudinal composta por nave única com duas capelas colaterais e capela-mor, a fachada flanqueada por torres sineiras e entrada, com 3 arcos de volta perfeita.
A 21 de Julho de 1804, o Papa Pio VII, decretou a Nossa Senhora do Monte, padroeira da Ilha da Madeira, consagrando esta pela grande devoção dos fiéis da Ilha. Ainda hoje é assim reconhecida, realizando-se nesta freguesia a maior festa de devoção a Nossa Senhora, a 15 de Agosto.
No anexo desta Igreja Paroquial, deparamo-nos com a oficina dos carreiros e sua respectiva casa, na qual ainda se restaura e constrói os carros de vimes do Monte, tão típicos e de experiência obrigatória para qualquer turista.
Subimos um pouco a antiga vereda que segue até ao Terreiro da Luta e a pouca distância encontramos um monumento neo-romântico, que é o maior monumento da Madeira, com 5,5 metros de altura e 20 toneladas, a estátua de mármore branco de Nossa Senhora da Paz, invocada numa peregrinação a 27 de Julho de 1917 para implorar à Santa Padroeira a Paz, no mais aceso da Primeira Grande Guerra de 1914-18.
Continuamos o passeio e na descida encontramos a antiga Quinta do Bello Monte, a primeira referência a este local data da segunda metade do século XVII tendo sido pertença primeira dos Jesuítas, mais tarde perseguidos e despojados dos seus pertences. Este espaço foi também propriedade do cônsul Carlos Murray, que aqui recebeu várias individualidades históricas como é o caso do grande navegador expedicionário James Cook.
Desde 1958, passa a funcionar como Colégio Infante D. Henrique pertença dos sacerdotes italianos do Sagrado Coração de Jesus (Padres Dehonianos).
Outra bela quinta junta-se um pouco abaixo, sendo esta, o antigo Hotel Monte Palace e que hoje conhecemos por Fundação José Berardo.
Esta edificação do séc. XVIII é composta por um edifício central e outros três de apoio, sendo o central de arquitectura habitacional, revivalista inspirado nas construções do Norte da Europa, apresenta planta rectangular e quatro pisos, alpendre avançado no piso térreo com terraço protegido por balaustradas de ferro fundido e cobertura em três águas-furtadas, sendo as laterais decoradas por pináculos nas empenas.
Toda esta extensão passou por vários proprietários até ser adquirida pelo financeiro José Manuel Rodrigues Berardo, que restaurou o edifício e fez dele a Sede da Fundação Berardo.
Eis - nos então chegados ao final do nosso percurso, no interessante Largo das Babosas, assim chamado dada a abundância de uma planta com o mesmo nome, onde podemos observar a Capela da N.ª Sr.ª da Conceição, uma Capela - Monumento edificada em 1906, com o fim de festejar as festas jubilares que se celebram na Madeira e construída com o apoio da população e de algumas figuras públicas da época.
O desenvolvimento deste projecto assenta em visitas guiadas tendo por base os “Giros pelo Património” editados pela ARCHAIS em parceria com o “Funchal 500 Anos”.
Este projecto pretende apelar para questões de valorização e preservação do Património construído dos Núcleos Históricos do Funchal, nomeadamente, Santa Maria Maior, Sé, S. Pedro e Monte.
Esta formação, com limite máximo de 25 participantes, com a duração total de 16 horas, tem como público-alvo docentes do 1º ciclo e dos grupos: 200 e 400 e decorrerá a: 28 e 30 de Janeiro; 18 e 21 de Fevereiro, das 14h às 18h.
Para a visita ao Núcleo Histórico de Santa Maria Maior, o ponto de encontro será junto ao Cemitério Israelita; a visita ao Núcleo Histórico da Sé terá como ponto de partida o Largo do Pelourinho; a visita ao Núcleo Histórico de São Pedro terá como ponto de partida o Largo do Município; o percurso ao Núcleo Histórico do Monte iniciar-se-á no Largo da Fonte e termina com uma visita à Fundação Berardo.
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